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“É uma questão de tempo até o Chat GPT penetrar o nosso dia-a-dia”, diz o CEO da Microsoft

“É uma questão de tempo até o Chat GPT penetrar o nosso dia-a-dia”, diz o CEO da Microsoft

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, confirmou na conferência anual do World Economic Forum em Davos estarmos a assistir a uma mudança de paradigma no que toca à inteligência artificial. “É uma questão de tempo até o Chat GPT penetrar o nosso dia-a-dia” afirma. E deixou provas de que esta tecnologia “pode ajudar muitas pessoas, em todo o mundo”.

Se lhe dissessem que daqui a um ano a forma como usa a internet e como trabalha vai mudar completamente? Parece improvável, mas com os recentes desenvolvimentos do Chat GPT, a ferramenta de Inteligência Artificial que consegue programar, escrever artigos, e até teses de mestrado, essa realidade pode estar mais perto do que se esperava.

“Usamos a tecnologia para empoderar os seres humanos a ir mais além”
Como pode, então, o Chat GPT chegar a todo o lado, e estar acessível a todos? Primeiramente, é de salientar que o acesso à internet é imperativo – logo, está disponível apenas aos que tenham conectividade.

Ainda assim, o facto de ser uma plataforma gratuita da Open AI e da Microsoft, torna possível ajudar as pessoas no terreno. O CEO deu o exemplo: “Estive na Índia, no início de janeiro. Estão a ser de momento construídos sistemas de pagamentos públicos e acessos a sites do governo. Com a ajuda de um developer que usa o Chat GPT, essa plataforma conseguiu incorporar sistemas de tradução de todos os dialetos na Índia, e conhecer intrinsecamente os websites governamentais.”

Na Índia rural, onde o programa foi testado, o sucesso foi inquestionável: um agricultor indiano que apenas fala num dialeto local, usou a plataforma para pedir informações sobre como proceder ao pagamento, e saber que documentos precisava, e, quando obteve resposta, pediu-lhe: “Eu não vou ao portal do governo. Quero que faças isso por mim”. E assim fez o programa.

“Isto só foi possível pelo valor adicionado do Chat GPT”, afirmou o CEO da Microsoft, “ainda há muito trabalho pela frente, mas esta tecnologia está a ter um impacto real na vida das pessoas. Esta geração em particular está a mudar “.

“Esta tecnologia pode ser ‘life-changing’”, Nadela sobre o metaverso
Com a pandemia chegou o trabalho remoto, e com este as reuniões online. Agora, a Microsoft quer levar essa ideia mais à frente: porque não construir um metaverso em que seja possível não só as pessoas fazerem reuniões, como também colaborarem e terem um espaço para si?

Essa é a meta do CEO: “vai ser uma extensão muito natural das reuniões online, porque além do vídeo, podem ter experiências mais imersivas, em que a presença e co-presença pode ser sentida”.

Fotografia: World Economic Forum

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