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Mais um episódio de: Casagrande e seus Moinhos de Vento.

Depois de finalmente atualizar o Portal da Transparência da Prefeitura somente em julho de 2023 (pelo menos sobre contratações), onde eram também publicados com atraso escondendo extratos de altos cargos por longos períodos e de centenas de publicações retroativas sobre contratações (Retroativo é quando a prefeitura esconde a informação atrasando a publicação) o prefeito do município de Campo Magro resolveu fazer uma nova campanha muito longe de suas atribuições bastante elaborada em uma verdadeira “guerra” contra a Câmara de Vereadores após a insubordinação dos mesmos.

O início de toda essa briga que se tornou particular em detrimento da população foi quando a Câmara rejeitou um aumento no valor de cobranças de taxas municipais. O prefeito não admitiu ser contrariado e imediatamente demitiu funcionários da prefeitura com qualquer ligação com a Câmara, inclusive das empresas terceirizadas, o que soa muito estranho, pois, essas empresas trabalham sob licitação e o prefeito em tese não poderia ter esse tipo de poder de contratar ou demitir empregados de uma empresa privada que “vende” serviços e não pessoas.

Logo após o prefeito perseguiu um vereador e também longe de suas obrigações passou a fiscalizar o trânsito por conta própria (Clique aqui para ver a matéria: Prefeito fiscal de trânsito acusa vereador, mas comete infrações).

Agora o Prefeito fez um vídeo expondo uma notificação do TCE que é um processo comum de acompanhamento e inclusive a própria prefeitura também passou por intensas auditorias sobre a Transparência e também teve que adequar dezenas de itens mais de uma vez. (vídeo do prefeito no final da matéria).

Esta é uma das prerrogativas do TCE e apesar da demora do órgão em exigir que ambos os poderes cumpram seu papel, está sendo feito, resta agora o Ministério Público acelerar o processo para frear o uso indevido da máquina pública diante da publicidade excessiva do prefeito principalmente no site da prefeitura que mais parece um blog do prefeito e a Constituição Federal em seu art. 37, §1º, estabelece que é vedada a utilização do aparelho estatal para fins de autopromoção ou promoção pessoal, bem como tal ato poderia se caracterizar como improbidade administrativa, nos termos do art. 11 da Lei nº 8.429/1992, por ferir expressa vedação constitucional e violar princípios da Administração Pública. (Clique aqui para ver a matéria: Vistas grossas para o mau uso da máquina pública em Campo Magro).

 

 

 

 

 

 

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