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Vereador preso no Paraná

O ex-vereador Giovani José Marcon, de 51 anos, foi preso em sua residência no bairro Bom Jesus às 7h30 desta quinta-feira (30) pela Polícia Civil. De acordo com a polícia, a prisão ocorreu após ele estar envolvido em um termo circunstanciado de ameaça.

Marcon era procurado por diversos crimes no âmbito da administração pública e desde setembro de 2020 havia um mandado de prisão expedido contra ele. O ex-vereador havia recursos correndo na justiça, e seu advogado, Dr. Edson Gonçalves, explicou que cada processo era independente e que as penas impostas a eles foram em regime aberto e semiaberto. No entanto, após sua última condenação em regime semiaberto, houve o somatório das penas, ultrapassando o patamar de oito anos, o que resultou no decreto de prisão pelo juiz.

Segundo a matéria divulgada em 2019, Marcon foi condenado por desvio de dinheiro público enquanto era diretor do Centro Médico Hospitalar, pelo crime de peculato, e recebeu uma sentença condenatória de quatro anos, cinco meses e dez dias em regime semiaberto. Na época, o Tribunal de Justiça do Paraná negou provimento ao recurso interposto por Marcon em ação iniciada na Vara Criminal de Campo Largo em junho de 2018.

De acordo com o Acórdão divulgado em 2019, Marcon era responsável pela gestão do serviço público no município e pelo cumprimento do contrato entre a prefeitura e a empresa prestadora de serviços médicos. Durante pelo menos 21 vezes, Marcelo Machado Langer, médico a serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) e lotado no Centro Médico Municipal e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campo Largo/PR, se apropriou de R$ 26.460,00, recebendo pagamento correspondente a 24 horas de plantão, mas permanecendo efetivamente no Centro Médico Municipal de Campo Largo por apenas 12 horas. Marcon, que era o responsável por fiscalizar o cumprimento da jornada de trabalho pelos funcionários do Centro Médico de Campo Largo por meio do livro ponto, desviou a quantia de R$ 26.460,00 em proveito do médico Marcelo.

O advogado de defesa de Marcon explicou que havia recurso pendente de julgamento, mas com o julgamento dos últimos recursos e a condenação, houve a necessidade de somar as penas, o que resultou no decreto prisional para cumprimento de pena agora. Embora tenha sido preso em casa, o ex-vereador estava sendo procurado desde setembro de 2020, e segundo seu advogado, em nenhum momento ele fugiu.

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